19 de Setembro de 2014
26 de setembro de 2013

Audiência pública debate viabilidade das obras da translitorânea em Alhandra

 

A audiência aconteceu na tarde de ontem (25) e contou com a participação do prefeito Marcelo Rodrigues

A prefeitura de Alhandra realizou, na tarde desta quarta-feira (25), uma audiência pública para debater a viabilidade das obras da 2ª etapa de ampliação do sistema adutor da barragem de Cupissura, conhecida como Translitorânea, que está sob a responsabilidade da Cagepa. A obra tem o objetivo de ampliar e reforçar o abastecimento d’água na Região Metropolitana de João Pessoa, composta pelas cidades de Bayeux, Santa Rita, Cabedelo, Conde, Alhandra e a capital do Estado. Finalizada sem consenso e depois de debates acalorados, a audiência terá novo desdobramento. Na próxima terça-feira (01), na sede da Câmara Municipal de Alhandra, quando representantes da Prefeitura, do poder legislativo local, da Cagepa e da sociedade civil organizada, que integram uma comissão,  vão deliberar sobre o assunto e definir os encaminhamentos.

A audiência aconteceu no Centro Social Gilberto Valério e contou a participação do prefeito de Alhandra, Marcelo Rodrigues, do vice-prefeito, Cal Lucena, de vários secretários do município, além dos representantes da Cagepa, da administração estadual e representantes da sociedade civil. O evento foi coordenado pela pedagoga da equipe de trabalho social da Cagepa, Márcia Silveira, que conduziu a formação da mesa de autoridades e explicou a metodologia de participação dos presentes.

O prefeito de Alhandra, Marcelo Rodrigues, abriu os trabalhos, ressaltando a importância da realização da audiência para o desenvolvimento da cidade e da participação da população em decisões importantes do município. “Essa audiência buscou discutir um assunto que preocupa toda a sociedade e eu já deixo claro que estou do lado do povo e o que for decidido por toda a população, eu apoiarei”, disse Marcelo. O prefeito ainda falou da falta de respeito da gestão passada de não ter realizado uma audiência pública para o início dos trabalhos na região. “A obra começou na gestão passada e eu deixo claro minha indignação quanto à falta de respeito das autoridades em não ouvirem a população para poder decidir o futuro da cidade de forma democrática”, ressaltou o prefeito.

Em seguida, o vice-prefeito, Cal Lucena, ressaltou que a participação da sociedade é fundamental para se chegar a uma decisão que beneficie a todos. “Viemos buscar esclarecimentos, questionar e ouvir o que os órgãos responsáveis pela obra têm a dizer sobre o que será feito na cidade, como isso vai impactar a rotina do alhandrense”, disse Cal Lucena. Depois, a população começou a fazer perguntas  aos engenheiros responsáveis pela obra. Entre os questionamentos, destacaram-se àqueles que abordaram a possibilidade da realização da obra passar pelas ruas adjacentes da cidade, os benefícios dela para o município e como foi decidida a realização dessa obra pelas autoridades municipais na gestão passada. Outra questão colocada foi a qualidade do serviço oferecido pela Cagepa à população de Alhandra, o que causou euforia e discussões devido a má qualidade da água disponibilizada pela Companhia à população local.

O representante da comunidade de Juremeiros de Alhandra, Pai Beto, questionou os engenheiros da Cagepa quanto ao crime ambiental causado na área tombada das Juremas do município, nas proximidades do sítio Acais. Segundo ele, as árvores de juremas sofreram danos devido às obras realizadas no local. “Muita vegetação foi tirada sem que houvesse um cuidado com o meio ambiente”, destacou ele.

O gerente de obras da Cagepa, Luciano Nóbrega, respondeu as perguntas da população e defendeu a continuidade pelas principais ruas da cidade devido aos altos gastos que teriam que ser investidos para o desvio da obra. “Serão colocados 1200 metros de tubulação subterrânea e esse trabalho será realizado em 60 dias úteis, com assentamento de 3 tubos por dia, desvio de trânsito com sinalização, tapumes e total proteção”, ressaltou o gerente. Luciano Nóbrega ainda falou da importância da obra que irá abastecer, futuramente, toda a região metropolitana de João Pessoa. “Com a implementação do projeto de construção, a Cagepa passará a atender 100% da população das cidades da região metropolitana de João Pessoa, garantindo o abastecimento destas localidades com água tratada até o ano de 2030”, disse Luciano.

Segundo o coordenador de fiscalização da obra, Joaquim Almeida, se a população decidir pelo embargo da obra, isso só poderá ser feito através de ação judicial. “Queremos levar um serviço de qualidade e para isso, essa obra será importante para o abastecimento da região, mas apenas a justiça poderá decidir como será a continuidade dos trabalhos, caso a Prefeitura decida não autorizar o serviço”, disse Joaquim Almeida.

Secretário de Obras da prefeitura de Alhandra, Israel José

Secretário de Educação de Alhandra, Valfredo José

O vice-prefeito de Alhandra, Cal Lucena, durante suas colocações

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O juremeiro Pai Beto reclamou dos procedimentos da Cagepa em relação ao meio ambiente local

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Leonardo Brasil, diretor de Expanção da Cagepa

A população marcou presença na audiência

Vereador Edilson Nunes